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04/04/2011

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Lêdo Ivo Brasile portoghese Lêdo Ivo è nato a Maceió, Alagoas, nel 1924. Ha avuto la sua prima formazione letteraria a Recife e dal 1943 vive a Rio de Janeiro. Il suo esordio letterario è del 1944, con "As imaginações" (Le immaginazioni), libro di poesie al quale seguirono altre ventidue raccolte. Oltre alla poesia, Lêdo Ivo si dedica anche alla prosa. Il suo primo romanzo, "As alianças" (Le alleanze), del 1947, conquista un importante premio nazionale. Pubblica altri quattro romanzi, una raccolta di racconti, "Use a passagem subterrânea" (Utilizzare il sottopassaggio), e due testi per l'infanzia, "O menino da noite" (Il bambino della notte) e "O canário azul" (Il canarino azzurro). Tra i saggi figurano "Ladrão de flor" (Ladro di fiori), "O universo poético de Raul Pompéia" (L'universo poetico di Raul Pompéia), "Poesia observada" (Poesia osservata), "Teoria e celebração" (Teoria e celebrazione), "A ética da aventura" (L'etica dell'avventura) e "A república de desilusão" (La repubblica della delusione). Come memorialista, ha pubblicato "Confissões de um poeta" (Confessioni di un poeta) e "O aluno relapso" (L'alunno svogliato). Lêdo Ivo ha ricevuto numerosi e importanti premi. Nel 1990 è stato eletto Intellettuale dell'anno in Brasile. Le sue opere di poesia e prosa sono state tradotte e pubblicate in vari paesi, fra i quali Inghilterra, Danimarca, Stati Uniti, Messico, Perù, Spagna, Olanda e Venezuela. È membro dell'Accademia Brasiliana di Lettere dal 1986.
La poesia di Lêdo Ivo è pervasa da influssi della terra natia, il Nordest brasiliano, soprattutto la sua Maceió, città portuale, capitale dello Stato di Alagoas, dove ha vissuto per molti anni e dove sembra ogni volta ritornare, alla ricerca delle immagini che lo hanno segnato. La luce intensa del Nordest delinea con nitore i contorni di esseri e cose, nel loro dolore e nella loro fragilità: navi abbandonate nel porto, cani randagi, mendicanti, pazzi del manicomio cittadino, gabbiani, granchi, formiche, molluschi, angeli scrostati delle piccole chiese di periferia. È questo l'universo apparentemente irrilevante e marginale che pare interessarlo e non le spiagge invase dai turisti, i luoghi alla moda, la frenesia di chi cerca divertimenti ad ogni costo, di chi (anche molti turisti italiani) visitano quelle terre del Brasile senza cercare sintonia con una cultura, una lingua, una storia che per il poeta sono l'humus della sua opera.
Un’antologia delle sue opere è stata pubblicata in Italia dalla Multimedia Edizioni con il titolo "Illuminazioni" curato e tradotto da Vera Lucia de Oliveira.
Nel 2008 è stato pubblicato da Besa editore il suo "Requiem", sempre per la traduzione di Vera Lucia de Oliveira.

Lêdo Ivo si è spento a dicembre del 2012.

Ha preso parte nel 1999 a "Napolipoesia", nel 2002 a "Il cammino delle comete" e sempre nel 2002 è stato ospite di Casa della poesia.
OPERE DI LÊDO IVO
POESIA
As imaginações, Rio de Janeiro, Pongetti, 1944.
Ode e elegia, Rio de Janeiro, Pongetti, 1945.
Acontecimento do soneto, Barcelona, O Livro Inconsútil, 1948.
Ode ao crepúsculo (con A jaula), Rio de Janeiro, Pongetti, 1948.
Cântico, Rio de Janeiro, José Olympio, 1951.
Ode equatorial, Niterói, Edições Hipocampo, 1951.
Linguagem, Rio de Janeiro, José Olympio, 1951.
Acontecimento do soneto e Ode à noite, Rio de Janeiro, Orfeu, 1951.
Um brasileiro em Paris e O rei da Europa, Rio de Janeiro, José Olympio, 1955.
Magias (con Os amantes sonoros), Rio de Janeiro, Agir, 1960.
Uma lira dos vinte anos (riunisce: As imaginações, Ode e elegia, Acontecimento do soneto, Ode ao crepúsculo, A jaula e Ode à noite), Rio de Janeiro, Livraria São José, 1962.
Estação central, Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1964.
Finisterra, Rio de Janeiro, José Olympio, 1972.
O sinal semafórico (contiene i libri precedentemente pubblicati fino a Estação central), Rio de Janeiro / Brasília, José Olympio / INL-MEC, 1974.
O soldado raso, Recife, Edições Pirata, 1980.
A noite misteriosa, Rio de Janeiro, Record, 1982.
Calabar, Rio de Janeiro, Record, 1985.
Mar Oceano, Rio de Janeiro, Record, 1987.
Crepúsculo civil, Rio de Janeiro, Record, 1990.
Curral de peixe, Rio de Janeiro, Topbooks, 1995.
Noturno Romano, Teresópolis, Impressões do Brasil, 1997.
Rumor da noite, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2000 (con Noturno Romano).
Plenilúnio,Rio de Janeiro, Topbooks, 2004.
Poesia Completa, Rio de Janeiro, Topbooks, 2004.
ROMANZI
As alianças, Rio de Janeiro, Agir, 1947.
O caminho sem aventura, São Paulo, Instituto Progresso Editorial, 1948.
O sobrinho do general, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1964.
Ninho de cobras, Rio de Janeiro, José Olympio, 1973.
A morte do Brasil, Rio de Janeiro, Record, 1984.
RACCONTI
Use a passagem subterrânea, São Paulo, Difusão Européia do Livro, 1961.
O flautim, Rio de Janeiro, Bloch, 1966.
Um domingo perdido, São Paulo, Global, 1998.
CRONACA
A cidade e os dias, Rio de Janeiro, O Cruzeiro, 1957.
O navio adormecido no bosque, São Paulo, Duas Cidades, 1971.
SAGGI
Lição de Mário de Andrade, Rio de Janeiro, Ministério da Educação e Saúde, 1951.
O preto no branco, Rio de Janeiro, Livraria São José, 1955.
Raimundo Correia. Poesia, Rio de Janeiro, Agir, 1958.
O girassol às avessas, Rio de Janeiro, Associação Brasileira do Congresso pela Liberdade de Cultura, 1960.
Paraísos de papel, São Paulo, Conselho Estadual de Cultura, 1961.
Ladrão de flor, Rio de Janeiro, Elos, 1963.
O universo poético de Raul Pompéia, Rio de Janeiro, Livraria São José, 1963.
Poesia observada (riunisce Lição de Mário de Andrade, O preto no branco, Paraísos de papel e gli inediti Emblemas e Conveniências), Rio de Janeiro, Orfeu, 1967.
Modernismo e modernidade, Rio de Janeiro, Livraria São José, 1972.
Teoria e celebração, São Paulo, Livraria Duas Cidades, 1976.
Alagoas, Rio de Janeiro, Bloch, 1976.
A ética da aventura, Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1982.
A república da desilusão, Rio de Janeiro, Topbooks, 1995.
AUTOBIOGRAFIA
Confissões de um poeta, São Paulo, Difel, 1979.
O aluno relapso, São Paulo, Massao Ohno, 1991.
LETTERATURA INFANTILE
O menino da noite, São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1984.
O canário azul, São Paulo, Scipione, 1990.
O rato na sacristia, São Paulo, Global, 2000.
ANTOLOGIE
Antologia poética, Rio de Janeiro, Leitura, 1965.
O flautim, Rio de Janeiro, Bloch, 1966.
50 poemas escolhidos pelo autor, Rio de Janeiro, MEC, 1966.
Central poética, Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1976.
Os melhores poemas de Lêdo Ivo, São Paulo, Global, 1983.
10 contos escolhidos, Brasília, Horizonte, 1986.
Antologia poética, Rio de Janeiro, Ediouro, 1991.
Os melhores contos de Lêdo Ivo, São Paulo, Global, 1995.
Iluminazioni, a cura di Vera Lúcia de Oliveira, Salerno, Multimedia Edizioni, 2001.
As melhores crônicas de Ledo Ivo, São Paulo, Global, 2004.
CD-ROM
Lêdo Ivo - A voz do poeta, Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Letras, Coleção Multimidia, vol. 3.
RIFERIMENTI BIBLIOGRAFICI
ALMEIDA, Leda, Labirinto de Águas: Imagens literárias e biográficas de Lêdo Ivo, Maceió, Ediçoes Catavento, 2002.
CAMPOS, Marco Antonio, «Con Lêdo Ivo», in Literatura en voz alta, Medellín, Universidad Autonoma Metropolitana, 1996, pp. 291-295.
CÁRDENAS, Maria Teresa, “Lêdo Ivo, poeta lúdico y riguroso”, in Revista de Libros El Mercurio, 17/03/2001, n°. 619.
CHAMIE, Mário, “A uva, a ave, a neve, a greve e o resgate da poesia”, in IVO, L., Central Poética (Poemas escolhidos), Rio de Janeiro/Brasília, Nova Aguilar/INL, 1976, pp. 9-22.
DE OLIVEIRA, Vera Lúcia, “Abitare il momento”, in IVO, L., Illuminazioni, Salerno, Multimedia Edizioni, 2001, pp. 5-14.
ESPÍNOLA, Adriano, «Curral de imagens e pensamentos», in Diário de Pernambuco, Recife, 9/12/1995, p. 5.
ESTEVAN, Manuel, «Brasil no está lejos», in Heraldo de Aragon, Zaragoza, 25/01/1990.
FRIAS, RUBENS Eduardo Ferreira, A raposa sem as uvas: uma leitura de “Ninho de cobras”, Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Letras, 2004.
GOMES, Osmar, «Poesia é aventura sem fim», in Anexo, Florianópolis, 12/03/1996, p. 1.
HELENA, Lúcia, «Os melhores poemas de Lêdo Ivo», in Colóquio Letras, Lisboa, 03/1985, n°. 84, pp. 110-111.
JUNQUEIRA, Ivan, «Idílios com a eternidade», in IVO, L., Curral de Peixe, Rio de Janeiro, Topbooks, 1995, retrocopertina.
– “Quem tem medo de Lêdo Ivo?”, in IVO, L., Poesia Completa (1940-2004), Rio de Janeiro, Topbooks,2004. pp. 25-43.
KEYS, Kerry Shawn, «Introduction», in Landsend – Selected Poems, Harrisburg, Pine Press, 1998, pp. 5-7.
KÖPKE, Carlos Burlamaqui, «A ‘Central poética’ e a equação dos conflitos», in Revista de Poesia e Crítica, Brasília, 07/1977, n°. 3, pp. 57-60.
LEPECKI, Maria Lúcia, «Finisterra», in Colóquio Letras, Lisboa, n°. 21, 09/1974, p. 99-100.
LISBOA, Eugénio, «A noite misteriosa», in As vinte e cinco notas do texto, Lisboa, Imprensa Nacional, Casa da Moeda, 1987, pp. 201-203.
LUCAS, Fábio, «Crepúsculo Civil», in Colóquio Letras, Lisboa, n°. 125/126, 06-12/1992, pp. 319-320.
MARIA E SILVA, José, «O feiticeiro das palavras que descobriu Carmo Bernardes», in Jornal Opçāo, Goiânia, 06/1994, pp. 27-30.
MONTEMAYOR, Carlos, «A Poesia de Lêdo Ivo», in IVO, L., A Noite Misteriosa, Rio de Janeiro, Record, 1982, pp. 123-144.
NAME, Daniela, «Lêdo Ivo faz um mapa das desilusōes na literatura», in O Globo, Rio de Janeiro, 16/04/1995, p. 7.
NEJAR, Carlos, «Lêdo Ivo: poder de metamorfose verbal», in O Estado de S. Paulo, Sāo Paulo, 11/05/1991, p. 11.
OLIVEIRA, Vera Lúcia de, “Poesie di Lêdo Ivo”, in Pagine, Roma, anno XI, n°. 29, maggio-agosto 2000, pp. 26-27.
PANTIN, Blanca Elena, «La poesía es un problema de cultura no de sensibilidad», in El Diario de Caracas, Caracas, 13/11/1994, p. 27.
PEIXOTO, Sergio Alves, «Uma poesia de Lêdo Ivo, ou uma teoria de pássaros”, in IVO, L., Os melhores poemas de Lêdo Ivo, São Paulo, Global, 1998, 3ª ed., pp. 7-10.
PENIDO, Samuel, «Crepúsculo Civil», in Linguagem Viva, São Paulo, 12/19991, p. 5.
PORTELLA, Eduardo, «Uma obra torrencial e indomável sob o signo da bruxaria», in O Globo, Rio de Janeiro, 18/08/1974, p. 7.
RICCIARDI, Giovanni, «Lêdo Ivo», in Auto-retratos, São Paulo, Martins Fontes, 1991, pp. 209-226.
ROZÁRIO, Denira, «Estou em busca da mentira e da ficção – Entrevista», in Palavra de Poeta, Rio de Janeiro, José Olympio, 1989, pp. 80-87.
SECCHIN, Antonio Carlos, «Poesia em diálogo com o mundo», in Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 07/10/1995, p. 4.
TELES, Gilberto Mendonça, “Lêdo Ivo” – A aventura da transgressão”, in Latin American Writers, New York (in corso di stampa). PEDIR DADOS PARA LÊDO IVO
Illuminazioni
Illuminazioni 2002 128 Poesia come pane